CEN no Congresso Fora do Eixo 2011
Publicado; dezembro 14, 2011 Filed under: Conteúdo | Tags: Audiovisual, Congresso Fora do Eixo, contemporâneo, debate Leave a comment »O CineEsquemaNovo está representado no IV Congresso Fora do Eixo – que, para quem é do Brasil e trabalha com produção cultural e de conhecimento, dispensa apresentações. Confira aqui a programação completa. E, abaixo, a programação em que estaremos representados, e debatendo com muita gente interessante:
SEMINÁRIO DO AUDIOVISUAL
Um dia dedicado dedicado a pensar a linguagem audiovisual. A partir de projetos e temas desenvolvidos pelo Clube de Cinema Fora do Eixo, o seminário promove debates e conversas infinitas para pensar o audiovisual contemporâneo.
[10h - 16h]
Banco de Temas:
#CdC
#CinemaIndependente
#Transmídia
#AudiovisualBR
#InterferênciasImaginárias
#DistribuíçãoOnlineOffline
#RealizaçãoColaborativa
#TodasasTelas
#TodosFilma
#CidadãoMultimídia
#VideoGame
#Piquete no Tapete Vermelho
#Cineclubes
#PósTV
#DF5
#Difusão
#VideoGuerrilha
#Periferia
#DireitoAutoral
#CopyLeft
#CreativeCommons
#PL116
#LinguagemColetiva
#Estética do Vídeo
#ForadoEixo.mov
#Formação
#VideoMappingDançaClipePoema
#SEDA
#FogonaPelícula
#Festivais
#Transversal
#Onírico
#Imaginário
#Simbólico
Provocadores:
Ana Paula, Andressa Pappas, Beatriz Seigner, Newton Cannito, Carlos Pronzato, Frascisco César Filho, Tarciana Portella, Vrass77, Vincent Carelli, Ibirá Machado, De Angelis, Ivana Bentes, Leandro Saraiva, VJ Ocari, Pixx Fluxx, Fred Cardoso, Leonardo Br, João Batista Pimentel, Alisson Avila (CEN), Keila Serruya, Daniel Queiroz.
CEN na Semana de Cine Experimental de Madrid
Publicado; novembro 11, 2011 Filed under: Notícias | Tags: Panorama Internacional Festivais, Semana Cine Experimental Madrid Leave a comment »A programação do CEN 2011 contou com o Panorama Internacional de Festivais, programa que reuniu projetos de todo o mundo que dialogam com a proposta e recorte curatorial do CineEsquemaNovo. Um destes encontros selecionados foi a Semana de Cine Experimental de Madrid - que, em uma lógica de mão dupla, vai exibir um programa especial do CEN em sua 21a. edição, que começa no próximo dia 18 de Novembro. Saiba tudo aqui.
CEN na Casa M: Bienal do Mercosul
Publicado; setembro 5, 2011 Filed under: Conteúdo, Notícias, Programação | Tags: Bienal Mercosul, Casa M Leave a comment »A Casa M , um dos projetos-chave da 8ª Bienal do Mercosul , recebe até o próximo dia 10 de setembro uma seleção especial com filmes de todas as sete edições do CineEsquemaNovo.
Foram selecionados 20 obras audiovisuais de curta metragem, em um programa de 90 minutos. A mostra foi pensada especialmente para a Casa M, com filmes de narrativa diluída, e cujas imagens possibilitam ao espectador uma fruição solta, mais focada em questões imagéticas e plásticas do que em histórias.
A ligação direta com as artes visuais, inclusive pela própria relação desta programação com a Bienal do Mercosul, surge na curadoria do programa. Confira a lista completa:
- Wild Life, de Wagner Morales – SP/FRA (CEN 2007)
- Prólogo/Monolito + O Chamado da Natureza , de Renato Heuser – RS (CEN 2003)
- Maresia , de Martha Gofre – RS (CEN 2008)
- Piscina , de Cristiano Lenhardt – RS (CEN 2003)
- Aeroporto , de Thiago Pedroso – SP/ARG (CEN 2008)
- Ocidente , de Leonardo Sette – PE (CEN 2008)
- Imobiliária , de Cristina Ribas – RJ (CEN 2007)
- Cerrar a porta em filme , de Pablo Lobato – MG (CEN 2003)
- Todo Punk é Católico , de Carlosmagno e Bruno Pacheco – MG (CEN 2004)
- Plutão , de Sávio Leite – MG (CEN 2004)
- Caixa de Desenhos , de James Zortéa – RS (CEN 2006)
- Flash Happy Society , de Guto Parente – CE (CEN 2009)
- Orawa , de Felipe Barros – SP (CEN 2011)
- Ko , de Dellani Lima – MG (CEN 2008)
- 1976 – Lugar Sagrado , de Carlosmagno Rodrigues e Alonso Pafyeze – MG (CEN 2011)
- A Céu Aberto , de Alexandre Kumpinski – RS (CEN 2008)
- Um Milhão de Pequenos Raios , de Dan Lisboa – BA (CEN 2004)
- Cançó d’Amor , de Luiz Carlos V. Coelho – RS (CEN 2008)
A parceria CEN e Pond5 continua: mídias grátis para você
Publicado; setembro 4, 2011 Filed under: Notícias | Tags: Pond5 Leave a comment »O Pond5, um dos apoiadores do CEN 2011, é o maior banco de mídias da internet. São milhões de clipes de vídeo, áudio, fotos, ilustrações, projetos de After Effects e muito mais. Todas as mídias são de qualidade profissional, produzidas por parceiros de todo o mundo (inclusive, você também pode vender suas mídias lá), com um preço acessível e que podem ser baixadas na hora para usar nos seus filmes, vídeos, programas, vinhetas e outras produções. A licença “royalty-free” (direitos liberados) permite o uso em qualquer projeto, por tempo ilimitado.
E a promoção do Pond5 com o festival continua. Basta clicar aqui para ter direito a outras 40 mídias totalmente gratuitas para baixar agora. É só se inscrever no site e baixar. Qualquer dúvida, escreva para: brasil@pond5.com
O Brasil no Fuso Lisboa 2011
Publicado; agosto 10, 2011 Filed under: Conteúdo, Notícias | Tags: Fuso, Lisboa, Solange Farkas, Videobrasil Leave a comment »
Um dos coordenadores do CEN esteve às voltas no final de julho com o Fuso – Anual Internacional de Videoarte de Lisboa, para apresentar duas sessões da produção brasileira impecavelmente programadas pela diretora do Videobrasil, Solange Farkas. Diante da impossibilidade da Solange estar presente na noite das projeções, fizemos as vezes de mestre de cerimônias e de comentadores das obras exibidas.
Aqui neste link você sabe mais sobre o festival, o local da projeção e também acessa dois artigos, que dissecam e contextualizam os dois programas exibidos no Fuso a partir do honorável acervo do Videobrasil: “Olhar Histórico” e “Olhar Contemporâneo”. Como se diz em Portugal: a não perder.
Itinerância do CineEsquemaNovo 2011 leva 15 filmes a São Paulo e Belo Horizonte
Publicado; junho 14, 2011 Filed under: Releases | Tags: Belo Horizonte, CEN 2011, Cine Humberto Mauro, itinerância CEN 2011, Matilha Cultural, São Paulo 1 Comment »
Mostras na Matilha Cultural (SP) e no Cine Humberto Mauro (BH)
apresentam obras premiadas e selecionadas no CEN 2011
O CineEsquemaNovo 2011 – Festival de Cinema de Porto Alegre (CEN), realizado na última semana de abril, ganha itinerância em São Paulo e em Belo Horizonte neste mês de junho.
Em cada uma das cidades serão exibidos 15 filmes premiados e selecionados na sétima edição do festival, em diferentes programas que no total reúnem seis longas e nove curtas. Em São Paulo, a mostra acontece na Matilha Cultural, entre os dias 17 e 19. Já em Belo Horizonte, a itinerância será no Cine Humberto Mauro, entre os dias 20 e 26. Nas duas cidades as sessões são gratuitas – confira abaixo a programação por dia e hora nas duas cidades.
A programação inclui os filmes vencedores dos prêmios de melhor longa e melhor curta-metragem escolhidos pelo Júri Oficial do CEN 2011 – respectivamente, “Pacific” (Marcelo Pedroso, PE) e “O Sarcófago” (Daniel Lisboa, BA). Vão ser exibidas também obras que conquistaram outros prêmios, como “Céu, Inferno e Outras Partes do Corpo” (Rodrigo John, RS), escolhido melhor curta pela votação do Júri Popular; “Álbum de Família” (Wallace Nogueira, BA), vencedor do Prêmio Especial do Júri; e “Chantal Akerman, de Cá” (Gustavo Beck e Leonardo Luiz Ferreira, RJ), premiado na categoria de Melhor Dispositivo, concebida pelo júri para o filme.
Veja trechos dos longas-metragens da itinerância CEN 2011:
E aqui, confira cenas dos curtas e médias que passam por SP e BH:
Além de levar a outras cidades do país alguns dos vencedores do festival, a curadoria da itinerância buscou selecionar obras inscritas e premiadas na sétima edição do CineEsquemaNovo que fossem exemplares dos seus princípios: a valorização de um cinema autoral, criativo, inovador, inquieto e surpreendente, ideias em torno das quais o CEN sempre gravitou e que, em 2011, ganharam ainda mais escopo – com uma programação que incluiu, além das competições, duas exposições e uma mostra internacional, com mais de 30 filmes vindos de cinco festivais estrangeiros.
Neste ano, o festival ressaltou sua proposta de aproximação do cinema com as artes visuais, o que contribuiu para transformar o CEN em um encontro de obras e realizadores de todo o País que extrapolam a ideia de um “cinema puro” e que acreditam na produção de imagens através de caminhos alheios aos processos industriais de criação audiovisual.
Em sua sétima edição, o CEN recebeu mais de 900 inscrições, sendo 82 delas de longas-metragens e 827 de curtas e médias. A mostra competitiva de longas contou com 12 filmes e a de curtas e médias com 27, totalizando 39 obras audiovisuais em competição. O CineEsquemaNovo 2011 – Festival de Cinema de Porto Alegre (CEN) conta com o patrocínio da Oi e da Petrobras, e é financiado pelas leis Federal (Rouanet) e Estadual (LIC-RS) de incentivo à cultura. A co-realização é da Coordenação de Cinema, Video e Fotografia da Secretaria de Cultura – Prefeitura de Porto Alegre, com o apoio cultural da Oi Futuro e Santander Cultural, apoio do Cine Bancários e parceria do Atelier Subterrânea.

O Sarcófago, de Daniel Lisboa, melhor curta ou média pelo Júri Oficial
CONFIRA OS FILMES DO CEN 2011 QUE SERÃO EXIBIDOS EM BELO HORIZONTE E EM SÃO PAULO (para ler as entrevistas com os realizadores, clique no título do filme)
LONGAS-METRAGENS:
- Álbum de Família, de Wallace Nogueira (2010 – 70:00 – BA)
Sinopse: O documentário conta a história da viagem de um filho, o diretor do filme, em busca das lembranças de sua família. Depois da morte de sua mãe, sua inquietude o leva a mergulhar em sua memória. Decide, então, convidar seu pai, que não encontra há muito tempo, para ir com ele buscar o álbum de família.
- Baptista Virou Máquina, de Carlos Dowling (2011 – 60:10 – PB)
Sinopse: Futuro pós-industrial, a cidade deserta, Baptista, trabalha solitário incessantemente numa oficina de soldas. Sonha com músicas, sons do prazer humano olvidado. As máquinas sonham com os últimos devaneios da humanidade. Trilha visual de disco homônimo da banda Burro Morto.
- Chantal Akerman, de Cá, de Gustavo Beck e Leonardo Luiz Ferreira (2010 – 62:10 – RJ/SP)
Sinopse: Um vídeo de entrevista.
- Desassossego, de Felipe Bragança e Marina Meliande (2011 – 63:00 – RJ/SP)
Sinopse: Baseado em uma carta escrita por um jovem cineasta e uma adolescente de 16 anos, 14 cineastas do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Ceará dirigiram 10 fragmentos de filmes, que foram costurados como uma carta-filme falando de amor, utopia, explosões e apocalipse.
- Os Monstros, de Guto Parente, Luiz Pretti, Pedro Diógenes e Ricardo Pretti (2011 – 81:00 – CE)
Sinopse: Nenhum homem é um fracasso quando tem amigos.
- Pacific, de Marcelo Pedroso (2009 – 71:00 – PE)
Sinopse: Uma viagem de sonho em um cruzeiro rumo a Fernando de Noronha. As lentes dos passageiros captam tudo a todo instante. E eles se divertem, brincam, vão a noitadas. Desfrutam de seu ideal de conforto e bem-estar. E, a cada dia, aproximam-se mais do tão sonhado paraíso tropical…
CURTAS E MÉDIAS-METRAGENS:
- 1976 – Lugar Sagrado, de Carlosmagno Rodrigues e Alfonso Pafyeze (2010 – 05:35 – MG)
Sinopse: Três seres viventes são mantidos no fundo de uma piscina. Filme de imersão física e emocional, onde não há metafísica, não há sentimentos de espiritualidade, ou qualquer de misticismo apenas o torpor da condição de estar vivo e relutar.
- As Aventuras de Paulo Bruscky, de Gabriel Mascaro (2010 – 20:00 – PE)
Sinopse: O artista Paulo Bruscky entra na plataforma de relacionamento virtual “Second Life” e conhece um ex-diretor de cinema, Gabriel Mascaro, que hoje vive, se diverte e trabalha fazendo filmes na rede virtual. Paulo encomenda a Gabriel um registro machinima de suas aventuras no “Second Life”.
- As Corujas, de Fred Benevides (2009 – 20:30 – CE)
Sinopse: Em qualquer parte, na noite, estarão as corujas. Transcriado do conto homônimo de Moreira Campos.
- Céu, Inferno e Outras Partes do Corpo, de Rodrigo John (2011 – 07:33 – RS)
Sinopse: Ele é um cachorro. Sua ex, uma cadela. Sua vida, osso duro de roer.
- Mens Sana in Corpore Sano, de Juliano Dornelles (2011 – 21:50 – PE)
Sinopse: Garra, disciplina, tenacidade, força física e obediência. Estes são os tesouros guardados para que tenhamos uma vida mais plena e saudável. O seu corpo agradece!
- My Way, de Camilo Cavalcante (2010 – 06:45 – PE)
Sinopse: A alegoria da melancolia.
- O Sarcófago, de Daniel Lisboa (2010 – 19:45 – BA)
Sinopse: Um homem e sua peleja contra o inevitável processo de corrosão da carne e a tentativa de dominá-lo, retardá-lo, ignorá-lo. Um pós-exú, um pré-cyborg que corta a cidade como uma nota rebelde de rock’n’roll.
- Permanências, de Ricardo Alves Júnior (2010 – 34:00 – MG)
Sinopse: Do lado de dentro o ar é mais denso.
- Raimundo dos Queijos, de Victor Furtado (2011 – 16:00 – CE)
Sinopse: Um oásis de gente nesse lugar revela outro lado da vida na cidade.
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SERVIÇO – SÃO PAULO
Data: de 17 a 19 de junho
Local: Matilha Cultural – Rua Rêgo Freitas, 542
Horários: 17h30, 19h, 20h30 e 22h
Entrada gratuita
PROGRAMAÇÃO POR DIA:
Sexta-feira, 17/06
17h30:
1976 – Lugar Sagrado (05:35)
Álbum de Família (70:00)
22h:
As Aventuras de Paulo Brusky (20:00)
Baptista Virou Máquina (50:10)
*****
Sábado, 18/06
17h30:
Mens Sana in Corpore Sano (21:50)
Pacific (71:00)
19h:
My Way (06:45)
Chantal Akerman, de Cá (62:10)
20h30:
O Sarcófago (19:45)
Desassossego (63:00)
*****
Domingo, dia 19/06:
17h30:
As Corujas (20:30)
Os Monstros (81:00)
19h:
Raimundo dos Queijos (16:00)
Céu, Inferno e Outras Partes do Corpo (07:33)
Permanências (34:00)
20h30:
Mens Sana in Corpore Sano (21:50)
Pacific (71:00)
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SERVIÇO – BELO HORIZONTE
Data: de 20 a 26 de junho
Local: Cine Humberto Mauro – Palácio das Artes (Av. Avenida Afonso Pena 1.537, Centro)
Horários: 17h, 19h e 21h
(sábado e domingo 16h, 18h e 20h)
Entrada gratuita
PROGRAMAÇÃO POR DIA:
Segunda-feira, 20/06:
17h:
1976 – Lugar Sagrado (05:35)
Álbum de Família (70:00)
21h
Sessão especial “Permanências”: debate posterior à exibição do filme com a presença do realizador Ricardo Alves Júnior, da sócia-curadora do CEN Morgana Rissinger e do jornalista e crítico de cinema Marcelo Miranda.
Terça-feira, dia 21/06:
17h:
As Aventuras de Paulo Brusky (20:00)
Baptista Virou Máquina (50:10)
19h:
Mens Sana in Corpore Sano (21:50)
Pacific (71:00)
21h:
My Way (06:45)
Chantal Akerman, de Cá (62:10)
Quarta-feira, dia 22/06
17h:
O Sarcófago (19:45)
Desassossego (63:00)
21h
As Corujas (20:30)
Os Monstros (81:00)
Quinta-feira, dia 23/06:
19h:
Raimundo dos Queijos (16:00)
Céu, Inferno e Outras Partes do Corpo (07:33)
Permanências (34:00)
21h:
1976 – Lugar Sagrado (05:35)
Álbum de Família (70:00)
Sexta-feira, dia 24/06:
17h:
As Aventuras de Paulo Brusky (20:00)
Baptista Virou Máquina (50:10)
19h:
Mens Sana in Corpore Sano (21:50)
Pacific (71:00)
21h:
My Way (06:45)
Chantal Akerman, de Cá (62:10)
Sábado, dia 25/06:
16h:
1976 – Lugar Sagrado (05:35)
Álbum de Família (70:00)
18h:
As Corujas (20:30)
Os Monstros (81:00)
20h:
Raimundo dos Queijos (16:00)
Céu, Inferno e Outras Partes do Corpo (07:33)
Permanências (34:00)
Domingo, dia 26:
16h:
My Way (06:45)
Chantal Akerman, de Cá (62:10)
18h:
Mens Sana in Corpore Sano (21:50)
Pacific (71:00)
20h:
As Corujas (20:30)
Os Monstros (81:00)
“Pacific” e “O Sarcófago” são escolhidos melhor longa e melhor curta-metragem do CEN 2011
Publicado; abril 30, 2011 Filed under: Conteúdo, Notícias, Vencedores CEN 2011 | Tags: As corujas, Álbum de Família, Ícaro Martins, Camilo Cavalcante, Cao Guimarães, Céu Inferno e Outras Partes do Corpo, Chantal Akerman de Cá, CineEsquemaNovo, Daniel Lisboa, Ex Isto, Fred Benevides, Helena Ignez, Luz nas Trevas, Marcelo Pedroso, My Way, O Sarcófago, Pacific, Raimundo dos Queijos, Rodrigo John, Vencedores CEN 2011, Victor Furtado, Wallace Nogueira 3 Comments »Confira abaixo a lista de vencedores da sétima edição do CineEsquemaNovo com as respectivas justificativas para os prêmios (clique nos títulos dos filmes para ler as entrevistas concedidas pelos realizadores à equipe do blog do CEN):
LONGAS METRAGENS
(júri: Bruno Vianna, Júlia Rebouças e Roger Lerina)
Melhor filme: “Pacific”, de Marcelo Pedroso (PE)
Justificativa: Uma aposta arriscada: orquestrar uma polifonia de narrativas de personagens que não sabem que estão criando uma ficção de si mesmos. Ou sabem? Pacific mergulha na ambigüidade e emerge com um retrato múltiplo que propõe uma nova forma de documentário e, para além disso, trata os personagens com dignidade.
Prêmio especial do júri: “Álbum de Família”, de Wallace Nogueira (BA)
Justificativa: O mote evolui e amadurece no desenrolar do próprio filme. A utilização inteligente e sensível da luz e da montagem conduzem o espectador com interesse crescente pelo desenrolar da história. O desfecho roça perigosamente o sentimental, mas o tom crepuscular mantém até o fim a narrativa a palo seco.
Melhor direção: para Helena Ignez e Ícaro Martins, de “Luz nas Trevas – A Volta do Bandido da Luz Vermelha” (SP)
Justificativa: O risco de novo: totem do cinema brasileiro, “O Bandido da Luz Vermelha” é revisitado com frescor e despudor graças à mise-en-scene afiada, que extrai do elenco uma atuação com sangue, ritmo e entrega.
Troféu melhor dispositivo: “Chantal Akerman, de Cá”, de Gustavo Beck e Leonardo Luiz Ferreira (RJ)
Justificativa: Opção estética que respeita e remete à personagem, o documentário expõe suas entranhas com franqueza ao espectador. Em vez de fragilizar-se, porém, o filme cresce ao incorporar suas insuficiências – e ecoa o próprio desvelamento de Chantal, humanamente imperfeita diante do dispositivo rigoroso.
CURTAS E MÉDIAS-METRAGENS
(júri: António Manuel Câmara, Leo Felipe e William Hinestrosa)

O Sarcófago
Melhor filme: “O Sarcófago”, de Daniel Lisboa (BA)
Muito mais que um registro sobre a atividade artística, “O Sarcófago” é uma imersão no universo enigmático de Jayme Fygura. Não há espaço para didatismo. Montagem expressiva, ritmo e matéria. Um filme sobre a arte.
Prêmios livres:
“As Corujas”, de Fred Benevides (CE)
Uma experiência audiovisual plena. As Corujas perturbam a morte e a literatura também está no jogo.
“My Way”, de Camilo Cavalcante (PE)
Tristeza e solidão como condutoras de uma narrativa que sai das ruas de um carnaval e atinge verdadeiros outros sentimentos. É bom quando o cinema faz tocar.
“Raimundo dos Queijos”, de Victor Furtado (CE)
O duplo olhar do espectador e da câmera constrói uma dialética com humor e leveza. Victor Furtado, diretor e personagem, nos mostra em Raimundo dos Queijos não somente um ambiente familiar urbano de domingo, mas sobretudo um retrato brasileiro.
Filme vencedor do prêmio da crítica: “Ex Isto” de Cao Guimarães (MG)
Pela reinvenção de uma obra literária na linguagem do cinema por meio de um projeto consistente em suas concepções narrativa e visual.
Melhor filme de longa metragem escolhido pelo júri popular: “Luz nas Trevas – A Volta do Bandido da Luz Vermelha”, de Helena Ignez e Ícaro Martins (SP)
Melhor filme de curta ou média metragem escolhido pelo júri popular: “Céu, Inferno e Outras Partes do Corpo”, de Rodrigo John (RS).
Prêmio CineEsquemaNovo: filme “Os Residentes”, de Tiago Mata Machado.
O CineEsquemaNovo reuniu em Porto Alegre quase 70 convidados, entre realizadores, artistas, curadores, produtores e pesquisadores do Brasil e do exterior, que durante uma semana transformaram a capital gaúcha num local de reflexão e pensamento a respeito da produção audiovisual contemporânea. Foram exibidos cerca de 80 filmes, 39 nas Mostras competitivas de curtas e longas-metragens e os demais na mostra internacional ou como filmes convidados. O CEN também trouxe à cidade duas importantes exposições de artes visuais e promoveu eventos como uma sessão Drive In e lançamentos de livros sobre cinema, uma programação em que todos as atividades convergiram para o tema central do festival neste ano, o cruzamento entre o cinema e as artes visuais.
Minuto CineEsquemaNovo 2011 #8
Publicado; abril 30, 2011 Filed under: Cobertura, Conteúdo, Programação | Tags: CineEsquemaNovo, Minuto CineEsquemaNovo Leave a comment »Roger Lerina ministra o último seminário do CEN 2011
Publicado; abril 30, 2011 Filed under: Cobertura, Conteúdo Leave a comment »Roger Lerina, jornalista, colunista do jornal Zero Hora, crítico de cinema e presidente da Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Sul, foi o último integrante do júri a ministrar seminário no CEN 2011. Com o título “A cinefilia ainda existe?”, a fala de Lerina no sábado, dia 30, trouxe indagações sobre o que denominou ser uma crise no cinema, em que a noção de cinefilia estaria morrendo.
Para desenvolver este assunto, Lerina levantou a questão de que o cinema estaria perdendo público, bem como os festivais se esvaziando. Além disso, haveria uma “infantilização” do público, o que deixaria a cinefilia então convalescente?

Durante seminário no CEN, Roger Lerina apresenta o livro "Cinefilia", de Antoine de Baecque, recém-lançado no Brasil pela Cosac Naify
Para tratar de cinefilia, Roger Lerina lembrou a atmosfera da França pós-guerra durante as agitações culturais e a revista Cahiers du Cinéma. Cinefilia estaria ligada a uma “paixão expandida” , que envolveria a vivência do cinema muito além da projeção. Tal noção envolvia público, realizadores e críticos, e fazia parte de todo um contexto político de debates e confrontos. No auge da proliferação de cineclubes, o cinema era tema para se pensar a política e as relações sociais.
O cinema estaria então perdendo sua função social?, pergunta Lerina. Com o advento da internet e as novas formas de apreensão da informação, a relação do telespectador com a sala de cinema muda. O palestrante então considera que há uma possível repotencialização do cinema, mas que isso pode acontecer em uma “clandestinidade”. O que acontece é que o conhecimento sobre cinema tem o perigo de se tornar mais “segmentado” e que, muitas vezes, segundo Lerina, há um desprezo ou um desdém com relação à produção para o “público” ou para o “mercado”.
Impressões sobre o CEN 2011
Sobre o CEN, Lerina classifica como inovador, instigante e não-convencional. Segundo ele, o festival levanta questionamentos e dá visibilidade para o que de mais inventivo e novo acontece na produção audiovisual. Nesse sentido, ele chama atenção para o que de vanguarda o festival reserva, divulga e propõe, servindo como estopim para novos debates.
Lerina lembra que uma das primeiras novidades do CEN para uma mostra que se apresenta como festival, uma mostra competitiva, foi a eliminação da questão da bitola, o que significou que o filme poderia ser produzido desde o tradicional 35mm, até um celular. “Ninguém produzia nisso, mas estava previsto que quem quisesse podia produzir até gravando em celular”, afirma.
Dentro da filosofia do festival de voltar o olhar para novos realizadores, dentro das novidades, o jornalista também destaca a visibilidade para os coletivos de realizadores que transitam entre o cinema e as artes visuais: “temos observado nessa produção independente de audiovisual atual que há uma contaminação mútua entre artes visuais e cinema”. As artes visuais e as artes plásticas há muito tempo se utilizam de linguagem do cinema, mas a novidade é que os realizadores estão incorporando procedimentos e estéticas que são originárias das artes visuais, enfatiza Lerina.
Ele afirma ainda que, apesar do cinema do Rio Grande do Sul ganhar ainda pouco destaque ou não ser muito comentado, o CEN acaba sendo um “cartão de visita” em outros festivais no Brasil. “Durante as minhas viagens pelos festivais, a primeira coisa que o pessoal me fala é: que legal que vocês têm esse festival lá em Porto Alegre”, comenta.
Para Lerina, estamos chegando em um momento de encruzilhada que vale a pena ser discutido. Existe uma leva de festivais que não se inclui na preocupação comercial, no circuito convencional de cinema. Na contrapartida disso, ele chama atenção para uma “guetização” dessas produções. Apesar desse cenário de filmes experimentais, de festivais como o CEN já possuírem “adeptos” e entusiasmados seguidores, Lerina ainda vê como um problema o diálogo com o “grande público”.
Bruno Maya








