Entrevista: Felipe Bragança, realizador do filme “Desassossego”

Algumas perguntas para Felipe Bragança e Marina Meliande, realizadores dos filmes “A Alegria” e “Desassossego”, ambos selecionados para a Mostra competitiva de longas-metragens do CineEsquemaNovo. Juntos, Felipe e Marina dirigiram também curtas como “O nome dele (o clóvis)” (2004) e “Por Dentro de uma Gota D’Água” (2003), que pode ser assistido aqui. Os filmes da dupla foram exibidos em mais de 50 festivais de cinema no Brasil e exterior como Oberhausen, Cork, Tampere, Gramado, Brasília e CINE PE.

Felipe Bragança trabalhou como diretor-assistente e co-roteirista de Karim Ainouz no longa “O Céu de Suely” (2006); escreveu o roteiro de “No meu lugar” (2009), de Eduardo Valente; e foi um dos roteiristas da série “Alice” da HBO Latin America. Marina Meliande é cineasta e montadora. Nos últimos dois anos, foi artista residente no Le Fresnoy – Studio Nacional des Arts Contemporains (França), onde produziu e exibiu duas videoinstalações.

Dessossego participou do Festival de Rotterdam 2011.

Sinopse: Baseado em uma carta escrita por um jovem cineasta e uma adolescente de 16 anos, 14 cineastas do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Ceará dirigiram 10 fragmentos de filmes, que foram costurados como uma carta-filme falando de amor, utopia, explosões e apocalipse.

CEN – Esse Desassossego reflete uma geração?

Acho que reflete o encontro desses 14 cineastas em torno de um desejo comum de sonhar com filmes impossíveis e que fossem além dos tipos de imagens que cada um dos realizadores já havia tentado criar. Não acredito numa geração, mas num recorte histórico de sensibilidade com o cinema que nos deu vontade de trocar e compartilhar.

CEN – As histórias que os autores querem contar têm unidade. Essa unidade seria mais por uma sugestão anterior, da concepção deste filme, ou por uma visão de cinema que muitos realizadores compartilham, independente do estado ou região onde vivem?

As imagens todas foram baseadas numa carta de 6 páginas que escrevi e enviei aos diretores como convite ao filme. Acho que as respostas tem como unidade esse sentimento comum de abandono e recomeço que perpassa toda a carta.

CEN – Como foram escolhidas as cenas para a montagem? Marina, a montadora-idealizadora, teve autonomia de todos para isso?

Alguns fragmentos chegaram quase com o corte que está no filme. Outros chegaram com o material bruto. Através de trocas com os diretores todos, fomos tentando encontrar as formas de rimar, distender e somar as imagens. Todos os diretores envolvidos, sempre souberam que, em algum momento, a Marina e eu, iríamos criar a alquimia do filme como um todo a partir das respostas dele. Foi um gesto de muito carinho, confiança e coragem de todos.

Saiba mais sobre “Desassossego” aqui.

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Sobre Cine Esquema Novo

Pensado desde 2001, realizado desde 2003, o Cine Esquema Novo é um festival que usa a palavra "cinema" no sentido mais amplo possível.

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